26 de abr. de 2010

PARA REFLEXÃO

" Não importa o quanto pesa. É fascinante tocar, abraçar e acariciar o corpo de uma mulher. Saber seu peso não nos proporciona nenhuma emoção.

Não temos a menor idéia de qual seja seu manequim. Nossa avaliação é visual, isso quer dizer, se tem forma de guitarra... está bem. Não nos importa quanto medem em centímetros - é uma questão de proporções, não de medidas.

As proporções ideais do corpo de uma mulher são: curvilíneas, cheinhas, femininas.... Essa classe de corpo que, sem dúvida, se nota numa fração de segundo. As magrinhas que desfilam nas passarelas, seguem a tendência desenhada por estilistas que, diga-se de passagem, são todos gays e odeiam as mulheres e com elas competem. Suas modas são retas e sem formas e agridem o corpo que eles odeiam porque não podem tê-los.

Não há beleza mais irresistível na mulher do que a feminilidade e a doçura. A elegância e o bom trato, são equivalentes a mil viagras.

A maquiagem foi inventada para que as mulheres a usem. Usem! Para andar de cara lavada, basta a nossa. Os cabelos, quanto mais tratados, melhor.

As saias foram inventadas para mostrar suas magníficas pernas.. Porque razão as cobrem com calças longas? Para que as confundam conosco? Uma onda é uma onda, as cadeiras são cadeiras e pronto. Se a natureza lhes deu estas formas curvilíneas, foi por alguma razão e eu reitero: nós gostamos assim. Ocultar essas formas, é como ter o melhor sofá embalado no sótão.

É essa a lei da natureza... que todo aquele que se casa com uma modelo magra, anoréxica, bulêmica e nervosa logo procura uma amante cheinha, simpática, tranqüila e cheia de saúde.

Entendam de uma vez! Tratem de agradar a nós e não a vocês. porque, nunca terão uma referência objetiva, do quanto são lindas, dita por uma mulher. Nenhuma mulher vai reconhecer jamais, diante de um homem, com sinceridade, que outra mulher é linda.

As jovens são lindas... mas as de 40 para cima, são verdadeiros pratos fortes. Por tantas delas somos capazes de atravessar o atlântico a nado. O corpo muda... cresce. Não podem pensar, sem ficarem psicóticas que podem entrar no mesmo vestido que
usavam aos 18. Entretanto uma mulher de 45, na qual entre na roupa que usou aos 18 anos, ou tem problemas de desenvolvimento ou está se auto-destruindo.

Nós gostamos das mulheres que sabem conduzir sua vida com equilíbrio e sabem controlar sua natural tendência a culpas. Ou seja, aquela que quando tem que comer, come com vontade (a dieta virá em setembro, não antes; quando tem que fazer dieta, faz dieta com vontade (não se saboteia e não sofre); quando tem que ter intimidade com o parceiro, tem com vontade; quando tem que comprar algo que goste, compra; quando tem que economizar, economiza.
Algumas linhas no rosto, algumas cicatrizes no ventre, algumas marcas de estrias não lhes tira a beleza. São feridas de guerra, testemunhas de que fizeram algo em suas vidas, não tiveram anos 'em formol' nem em spa... viveram! O corpo da mulher é a prova de que Deus existe. É o sagrado recinto da gestação de todos os homens, onde foram alimentados, ninados e nós, sem querer, as enchemos de estrias, de cesárias e demais coisas que tiveram que acontecer para estarmos vivos.
Cuidem-no! Cuidem-se! Amem-se!

A beleza é tudo isto." 

(Paulo Coelho) 

23 de out. de 2009

NU E ARTE

As representações do nu acompanham toda a história da arte figurativa, na escultura e na pintura. Praticado já pelos egípcios, o nu alcança posição proeminente no interior da arte grega, desde as primeiras esculturas de pedra, em que os gregos reproduzem figuras de pé, marcando divisões do corpo e o desenho dos músculos, de acordo com os ensinamentos das artes egípcia e assíria. Em seguida, a representação do nu na Grécia trilha caminhos próprios pela ênfase na observação direta dos corpos. A rigidez das representações anteriores dá lugar às tentativas de fornecer imagens convincentes da figura humana. As esculturas de atletas permitem o aperfeiçoamento da representação do corpo humano em movimento, como mostra o Discóbolo (visto na figura ao lado), executado pelo escultor ateniense Myron (ativo em ca. 450 a.C.). O atleta nu é flagrado no momento em que está em vias de lançar o disco. O corpo inclinado e torcido, o braço para trás em movimento de arremesso representam com exatidão a pose de lançamento do disco. A maior liberdade de representação dos corpos nus entre os gregos traz consigo a idéia de que o "corpo é o espelho da alma", isto é de que os sentimentos e a vida interior afetam diretamente o corpo em ação. A isso se associa um ideal de beleza, de perfeição, harmonia e graça que os artistas procuram representar pela simetria e proporção das formas (Praxiteles, ativo entre ca. 375-340 a.C., Hermes com o Jovem Dionisio). Nesse sentido, os corpos nus apresentam-se como se fossem reais e, ao mesmo tempo, exemplares aperfeiçoados (Vênus de Milo, séc. I a.C.).



Descartado no período da Idade Média, o nu reaparece na arte renascentista, especialmente na Itália. O bronze Davi (ca.1430) do escultor florentino Donatello (ca.1386 - 1466) é considerado a primeira figura nua em tamanho natural feita desde a Antigüidade clássica. Herdeiro de Donatello, Michelangelo Buonarroti (1475 - 1564) realiza nus, seja em estudos de anatomia para composições maiores (por exemplo Estudo para uma das Sibilas no teto da capela Sistina) seja em esculturas em mármore, como o jovem nu de quatro metros de altura, o Davi (1501-1504), transformado em símbolo da arte florentina do período. O nu é ainda praticado no interior de obras cujo desafio é combinar a precisão do desenho com a harmonia da composição mais ampla, como no Nascimento da Vênus, de Sandro Botticelli (1444/5 - 1510) (obra vista abaixo). A imagem da Vênus como símbolo de graça e beleza revelada na forma nua é explorada por outros pintores do período, por exemplo a Vênus Deitada (1509), de Giorgione (1477 - 1510) e a Vênus de Urbino (1538), de Ticiano (ca.1488 - 1576). A figura feminina saindo do banho é simultaneamente grande e avantajada, e dotada de leveza pela luz que incide sobre ela. A representação da figura feminina despida com forte sensualidade encontra adeptos na Alemanha, por exemplo na obra de Lucas Cranach, o velho (1472 - 1553), que realiza várias versões da ninfas reclinadas e diversos nus eróticos, executados com base em modelos tirados da Renascença italiana. A representação do corpo humano baseada em um ideal de beleza da arte clássica é também exercitada por Albrecht Dürer (1471 - 1528), que experimenta regras de proporção e noções de harmonia em estudos com corpos nus, entre os quais a água-forte Adão e Eva (1504).



A realização de nus encontra-se ligada ao aprendizado técnico, desenhos e estudos de anatomia no interior das academias de arte, nos séculos XVI, XVII e XVIII, quando são, em geral, exercitados a partir de modelos vivos e de modelos em gesso. Na arte classicizante do século XIX, se evidencia a forte ligação com o desenho e com o padrão do "belo ideal" clássico, testado preferencialmente na escultura. Jean-Auguste-Dominique Ingres (1780 - 1867) utiliza o desenho como instrumento fundamental na execução da tela, como em A Banhista de Valpinçon (1808). A integridade do corpo nu da mulher sentada vista de costas, é recuperada pelos contornos marcados, pelas linhas, luz e cor, assim como pela integração das formas da figura com as dobras e movimento dos lençóis, cortina, turbante etc. A forma ideal de Ingres, mostra este quadro e também sua Odalisca (1814) - criticada por ter uma vértebra a mais -, contempla imperfeições anatômicas, na medida em que corresponde ao modo como o artista vê o corpo. A ênfase de Ingres na visão tem impacto na pintura posterior: nos vários nus de Pierre Auguste Renoir (1841 - 1919), nas banhistas de Edgar Degas (1834 - 1917) e nas de Paul Cézanne (1839 - 1906). Olympia (1865) de Éduard Manet (1832 - 1883) está entre os mais célebres nus da arte moderna. Retoma a pose e os adereços das Vênus anteriores e, ao mesmo tempo, rompe com a tradição de nus, pela ausência de modelagem, pela gargantilha preta - que quebra o acabamento contínuo e suave das pinturas de nus -, pela evidência das pinceladas, pelo contraste de cores. A dicção realista de Gustave Courbet (1819 - 1877) rebate no corpo nu de A Fonte (1868) e adquire tom quase pornográfico em A Origem do Mundo (1866), centrado no órgão sexual feminino. Inúmeros artistas realizam nus no interior da arte moderna dos séculos XIX e XX. Lembremos, entre muitos outros, Nu no Ateliê (1898), de Henri Matisse (1869 - 1954), Puberdade (1895), de Edvard Munch (1863 - 1944), A Toalete da Manhã (1914), de Pierre Bonnard (1867 - 1947), Nu Deitado (1917), de Amedeo Modigliani (1884 - 1920). Nus ainda fazem parte do repertório da produção figurativa do período entreguerras, ocupando lugar de destaque na obra de pintores como Pablo Picasso (1881 - 1973). Não seria exagerado afirmar que o nu constitui um tópico central na produção de Picasso, nos óleos e desenhos eróticos que realiza.

A arte brasileira do século XIX está repleta de nus, no entanto essas representações do corpo feminino tem significações divergentes, enquanto Moema (1866)(vista ao lado), de Victor Meirelles (1832 - 1903) e A Carioca (1882), de Pedro Américo (1843 - 1905), são alegorias da nação brasileira, Nu de Costas (s.d.) e Estudo de Mulher (1884), ambas de Rodolfo Amoedo (1857 - 1941) e No Verão (1894), de Eliseu Visconti (1866 - 1944) tem um sentido mais realista. O desenho conhece nus de Carlos Leão (1906 - 1983), Ismael Nery (1900 - 1934), Clóvis Graciano (1907 - 1988), Flávio de Carvalho (1899 - 1973), etc. Victor Brecheret (1894 - 1955) esculpe diversas figuras femininas nuas, entre as quais A Bailarina (déc. 1920).

CITAÇÕES INTERESSANTES


É muito difícil encontrar trabalhos que consigam materializar a fantástica comunhão do Nu com a Arte. Dos clássicos mestres da história, poucos conseguiram superar este desafio. A beleza e sensualidade do nu, por muitas vezes confundida com o vulgar, é a própria essência da arte. O corpo humano é a fonte de quase todas as inspirações. A nudez é sempre inquietante, instigadora e bela. Por isso o artista, seja na pintura, escultura, na dança ou fotografia, encontra no corpo nu uma profunda ligação com a pureza do ser. É a sensualidade que move a criação em todos os sentidos. É a sensualidade que evoca o amor, a paixão e a criação do homem. Por isso a nudez nos toca tanto e tão profundamente. É o lúdico prazer de vivenciar a nossa própria encarnação. Para aqueles que apreciam o nu artístico, OCAIW apresenta a mais completa e selecionada galeria, contemplando os principais mestres e artistas que melhor traduziram o nu na história da arte.

Ariano Cavalcanti de Paula



"A arte nunca é casta, se deveria mantê-la longe de todoos os cândidos ignorantes. Nunca se deveria deixar que gente impreparada se lhe aproximasse. Sim, a Arte é perigosa. Se é casta não é Arte."

Pablo Picasso